Lestat de Lioncourt é um personagem fictício que aparece em vários dos romances de Anne Rice, incluindo O Vampiro Lestat. Ele é um vampiro, e o principal personagem, na maioria das Crônicas Vampirescas (Vampire Chronicles) onde o mesmo é narrado em primeira pessoa.
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Cemiterios da cidade
Cemitérios são elementos comuns na paisagem das grandes metrópoles. Porém, além da imagem macabra, referência recorrente em narrativas de terror, os cemitérios agregam muito mais valor cultural do que se pode presumir.
É neste local que se encontra eternizada a memória de grandes personalidades da história e de incontáveis anônimos. É também nos cemitérios que se encontra algumas das esculturas mais relevantes do acervo de Brecheret e Brizzolara; além de uma riquíssima simbologia herdada ao longo da história e das transformações sociais e culturais.
Produzido por Samira Adel Osman e Olívia Cristina Ferreira Ribeiro, o artigo Arte, História, Turismo e Lazer nos cemitérios da cidade de São Paulo, expõe os valores históricos e culturais dos principais cemitérios desta metrópole, através de referências literárias, registros de publicações e dissertações acadêmicas
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Glossário Cemiterial
Do árabe attabut. Arca de origem egípcia.
Cadáver
Do latim cadavere. Talvez de caro data vermibus (carne dada aos vermes).
Caixão
Do grego kapsa, do latim capsa. Aumentativo de caixa.
Campa
Talvez do latim campana. Laje sepulcral.
Catacumba
Do grego katákymbe, pelo latim catacumba. Escavação.
Cemitério
Do grego koimetérion, pelo latim coemeteriu. Dormitório (em alusão ao sono eterno).
Cova
Do latim covus = cavus. Cavidade.
Cripta
Do grego krýpte, pelo latim crypta. Subterrâneo das igrejas onde enterravam-se os mortos.
Defunto
Do latim defunctu. Particípio de de + fungor. Falecido.
Epitáfio
Do grego epitáphion, pelo latim epitaphiu. Inscrição tumular.
Esquife
Do antigo alemão skif, ou do grego skáphos. Navio, barco. Alusão a um caixão de defunto.
Exumar
Do latim exhumare; ex = fora + húmus = terra. Desenterrar (cadáveres).
Féretro
Do latim feretrum, de fero (transportar). Maca para transportar os mortos.
Fúnebre
Do latim funebre. Relativo à morte.
Funeral
Do latim funerallis, funebris, de funus. Enterro.
Inumar
Do latim in = dentro + húmus = terra. Sepultar.
Jazigo
Do latim jacere (de jazer). Estar estendido, deitado.
Lápide
Do latim lapis, lapidis. Pedra, ou pedra funerária.
Luto
Do latim lucto. Sentimento de pesar pela morte de alguém.
Mausoléu
Do grego mausóleion, pelo latim mausoléu. Túmulo grandioso de Mausolo, rei da Caria.
Mortalha
Do latim mortalia. O que diz respeito aos mortais, mortal.
Morte
Do latim mors, mortis. Falecimento.
Necrópole
Do grego nékros = cadáver + polis = cidade. Sinônimo de cemitério.
Ossuário
Do latim ossu = osso + sufixo ário. Local de ossos.
Réquiem
Do latim re + quies e re + quietis. Repouso, descanso.
Sarcófago
Do grego sarkó = carne + phagos = que come. Pelo latim sarcophagu. Sinônimo de túmulo.
Sepulcro
Do latim sepulcrum. Sepultura.
Tétrico
Do latim tetricu. Fúnebre, muito triste.
Tumba
Do grego tymbos, pelo latim tumba. Lápide sepulcral.
Túmulo
Do latim tumulus. Elevação de terreno, montículo de terra.
Urna (funerária)
Do latim urna. Vaso, recipiente.
Velório
Do latim velo. Velar, cobrir a cabeça, cingir-se. Adicionado ao sufixo ório = lugar onde se vela.
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Entretanto, o Brasil pouco desenvolve seu turismo em cemitérios em virtude do preconceito das pessoas em relação ao local, por ser macabro, rememorar a morte e trazer sentimentos de dor, perda e saudades. Há pouca divulgação e planeja- mento de visitas orientadas ao local, em São Paulo, por exemplo, apenas o Cemitério da Consolação tem esse serviço organizado. Espaços como o Cemitério do Araçá, um dos maiores de São Paulo e com mais de 80 obras de arte catalogadas, não apresentam esse serviço. "De vez em quando vem um grupo interessando em receber informações sobre o Araçá, nesse caso nós indicamos um coveiro para mostrar as obras de arte, contar algumas histórias, nada muito formal", comenta Elias Rodolpho, Administrador do Cemitério do Araçá. "Às vezes eu levo umas pessoas para tirar fotos ou desenhar as obras de arte daqui ou mostro os mausoléus dos famosos, mas vem pouca gente, quase ninguém quer ver gente morta e túmulo", completa o coveiro do mesmo cemitério, conhecido como Massau.
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Um curioso passeio
O guia turístico anuncia:
- Aqui vemos a obra Sepultamento, de Victor Brecheret, um dos artistas mais famosos do Modernismo brasileiro. Essa escultura é datada de 1923 e foi feita em granito.
Olhares curiosos e vivos reparam no ambiente ao redor. Uma criança nota os belos anjos esculpidos em bronze bem próximos a ela e estende a mão para tocá-los. Aqui surge a primeira diferença entre um museu normal e este: qualquer pessoa pode encostar nas obras ou até mesmo tirar fotos. Essa não é a única novidade, imagine ir a um museu a céu aberto! Onde existem árvores e pássaros para fazer companhia às esculturas dos mais famosos artistas dos séculos 19 e 20.
Ninguém pensaria na existência de um lugar desses em plena São Paulo. No entanto, o mais velho desses locais nasceu em 1868 e possui obras de artistas como: Galileo Emendabili, Bruno Giorgi e Nicolina Vaz de Assis. Aos curiosos, o nome de um desses maravilhosos museus: Cemitério da Consolação, o mais antigo de São Paulo.
Alguns especialistas afirmam ser o cemitério, um prolongamento da própria casa. Devido à grande miscigenação do povo brasileiro, nossos cemitérios são povoados por resquícios da cultura e arquitetura de todo o mundo. Muitos túmulos foram feitos com materiais importados, por artistas conhecidos e são hoje uma riqueza a ser prestigiada e preservada.
Talvez se houvesse excursões a esses locais, com explicações sobre a história, arquitetura e curiosidades, os brasileiros se sentiriam mais à vontade com o assunto, pois em todo o mundo, cemitérios são, não somente pontos turísticos, mas também um local para fazer piquenique, ler ou namorar, os exemplos mais conhecidos são o Cemitério Père-Lachaise e o Montparnasse em Paris, França. "Eu gostaria de fazer uma visita monitorada a um cemitério, pois é um lugar tranqüilo e bonito, onde é possível admirar belas esculturas e mausoléus", afirma a estudante de enfermagem Andrea.
No entanto, com o aparecimento dos popularmente chamados "cemitérios-jardim", a falta de incentivo ao turismo, a constante depredação e o alto custo de materiais como o mármore e bronze; a feição de obras de arte para cemitérios e profissionais capacitados para o trabalho estão se extinguindo. Portanto, a quem pretende visitar o lugar, é melhor ser rápido, pois no futuro os cemitérios serão cada vez menos portadores de valor artístico.
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A urbanização acelerada e o crescimento das cidades é também uma importante razão para a criação dos cemitérios coletivos a céu aberto, visto que o crescimento populacional desenfreado não permitia mais o sepultamento em capelas e igrejas, que já não comportavam o aumento da demanda.
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Origem dos Cemiterios
Aconteceu no mundo inteiro, um fenômeno curioso no final do século XVII. Por medida sanitária os sepultamentos passam a realizar-se em área aberta, nos chamados campos-santos ou cemitérios secularizados.
Isto já não era novidade, japoneses, chineses, judeus e outros povos já traziam tradicionalizada a inumação a "céu aberto". Os protestantes também, em muitos países o faziam. A mudança afetou principalmente os povos de predominância católica. No Brasil, o enterro fora da igreja era reservado aos não-católicos, protestantes, judeus, muçulmanos, escravos e condenados, até que por lei, inspirada na correlação que se fez entre a transmissão de doenças através dos miasmas concentrados nas naves e criptas das igrejas, se instalaram os campos de sepultamento ensolarados.
Um outro motivo, que embora não diga respeito a realidade brasileira merece ser citado, diz respeito a laicização do Estado e sua separação da Igreja. Um exemplo digno de nota é o caso do Père Lachaise de Paris, que apesar de receber o nome de um padre católico abriga tanto pessoas de várias religiões quanto não-religiosos, sendo um dos dos primeiros cemitérios laicos e também um dos mais famosos do mundo.
Numa primeira impressão o fato parece ter explicação simples, mas quando se atenta para o resultado ocorrido, sobre mais de um século, estudando-se o fantástico derrame de fortunas nas construções tumulárias pomposas, dos abastados de cada cidade, quando se verifica a diferença de comportamento entre a sepultura de igreja e a de construção livre arbitrada pela fantasia do usuário, e também quando se considera a história social e cultural do mesmo período, então se percebem outras razões no fenômeno. Não foi somente uma questão do ponto de vista higiênico, ou seja, uma razão metade prática e metade científica (e também política e social), da sociedade oitocentista. Se esta mudança acontecesse apenas por esse motivo, os cemitérios católicos em descampados teriam permanecido sóbrios e padronizados do mesmo modo que os erigidos por irmandades em mausoléus coletivos, ou como os de outras religiões.
A simplicidade dos padrões tradicionais e primitivos continuou caracterizando a sepultura coletiva enquanto o fausto e a arrogância da tumulária individual se desenvolveu espantosamente. Portanto, a verdadeira razão da grande mudança de atitude e gosto já existia há longos tempos no anseio de monumentalizar-se perante a comunidade. Era e sempre foi o desejo dos mais abastados, distinguir-se através de uma marca perene, de um objeto de consagração - o túmulo - pela atração de comparar-se aos grandes personagens da História, sem a menor cerimônia, incluindo nesta leva os soberanos, os faraós, os reis, os papas e os príncipes, que mereceram sepulcros diferenciados dos demais.
Há de fato túmulos monumentais de papas de acordo com a pompa de cada época, contudo sempre integrados à construção da igreja. Há papas que não restaram por virtudes, e sim pela eventualidade do valor artístico, ou monumental de seus túmulos. De qualquer modo, erigia-se a igreja como bem público, integrada ao uso coletivo, e nela se fazia a sepultura do seu doador e benfeitor...
Entretanto em muitas igrejas, originalmente levantadas para serem o jazigo do doador, este descansa sob uma lápide que nem perturba o nível do chão.
A arte tumulária varia com a data, acompanha cada estilo de época, e de região, e jamais sonega o caráter, a espiritualidade do meio em que ocorre. Sob tal prisma, isto é, tomando-se a arte tumulária como representativa desses atributos, podemos entender as estruturas sociais e culturais dos meios, mesmo quando tal se acha restrita a uma parcela da população. Aliás tal restrição relaciona-se diretamente com o tipo de economia da sociedade, estando deste modo a arte cemiterial condicionada a fatores de caráter sociológico, econômico e cultural.
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